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LA NOIRE – Primeira Impressão

Capa L.A. Noire

Quando a Rockstar anunciou, ainda em 2010, que lançaria um novo jogo em maio deste ano, eu me animei. Confesso que sou um grande fã da série Grand Theft Auto, desde que comecei a jogá-la, em meados de 1998. Passei por todos os títulos, alguns dos quais joguei bastante e outros que apenas conheci, mais por curiosidade do que por interesse de jogar. Ano passado a Rockstar já conseguiu criar um título diferente de GTA, que foi um imenso sucesso de crítica e público: Red Dead Redemption. Exatamente um ano depois, o lançamento de L.A. Noire provou que a empresa é uma máquina de criar grandes jogos.

Em primeiro lugar, temos que entender que, em L.A. Noire, a perspectiva do jogador não é como em GTA. Claro, em um você é um ladrão assassino e mercenário e no outro você é um investigador de polícia, mas essa não é a grande diferença. Neste novo lançamento a Rockstar insere em um processo delicado de investigação e identificação de suspeitos. Os mocinhos e os bandidos não estão todos revelados, cabe ao jogador fazer esse trabalho.

Minha primeira impressão, logo após o jogo terminar de ser instalado, foi de imersão. O objetivo aparenta ser o de levar o jogador ao universo dos anos 40 da promissora cidade de Los Angeles. Algo que é incansavelmente revisitado em livros e filmes, mas que é sempre exposto como clichê nos jogos de videogame de época. É evidente que se trata de uma linguagem adequada ao nível de excitação e velocidade de informação que temos hoje, mas não deixa de ser uma obra de arte da ambientação. Uma nova fronteira em qualidade, mesmo após o excelente trabalho feito com os cenários de Red Dead Redemption.

Algo que tinha sido prometido antes do lançamento e foi muito bem encaixado no jogo, foram os casos reais e não concluídos da própria época, que dentro de L.A. Noire encontram uma solução. Por sinal, é esse clima de mistério e incerteza que preenche cada passo que damos na pele do investigador Cole Phelps.

L.A. Noire

Por sinal, a história toda é embasada nos flashbacks que o próprio jogo nos proporciona ao longo das etapas de cada caso. É assim que ele conta como o jovem Phelps se tornou um fuzileiro da Marinha, ganhou uma estrela de prata por ser um herói de guerra e entrou, posteriormente, para o departamento de polícia de Los Angeles.

A mecânica do jogo continua semelhante ao que conhecemos de GTA IV, embora tenha recebido melhorias visíveis para se adaptar a uma história bem mais introspectiva que a do malvadão Niko Bellic. Sem dúvida, L.A. Noire chega para acrescentar muito entretenimento para os fãs do gênero. Claro, com uma história muito mais cadenciada e charmosa do que a dos outros sucessos criados pela Rockstar.

Um abraço,

Vitor Gonçalves

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Vitor Gonçalves
Editor de Conteúdo da Metrojogos
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